sábado, junho 19, 2010
dEsAbAfO
A coisa que eu mais odeio é a ignorância. Ignorar os fatos, pensamentos e as palavras. Detesto não compreender algo ou ser olhada como se olha para alguém estúpido. Eu não sou idiota e detesto ser tratada como tal. Não conseguir ler algo simples é uma tortura. Odeio o jeito que olham para mim e odeio não entender o que falam. Me vem uma vontade de quebrar tudo e gritar com todas as palavras que conheço que não sou burra. Se não pode me ajudar, não quero que sinta dó, porque eu sou bem mais que o seu limitado intelecto permite que você pense. Eu quero que todos fiquem bem longe de mim porque não sou como vocês. E não quero ser! Esse não é meu país e nem quero que seja. Eu sou a mescla, a mistura e a intertextualidade. Não sou da colônia e acho piegas querer ser algo que jamais será. Descendentes ridículos que não sabem a diferença entre ter ascendentes japoneses e serem japoneses. Não têm respeito por si mesmos.
sexta-feira, junho 11, 2010
DeRiVa
Depois da tempestade vem a calmaria? Não é isso que eu quero, não é isso que eu queria.
Uma calmaria qualquer já não faz a o ar menos seco e árido. Sinto falta da umidade dos tempos da adolescência, a doce inocência. O murmurar e o palpitar, o rubor das faces por mera fantasia. Agora o rubor fica por conta do pó colorido despejado sobre as maçãs secas.
Sinto saudade de algo que nunca tive. Sinto falta da ilusão, da fantasia, o irreal e intocável. Na escuridão dos pensamentos procuro um farol para me guiar, mas tudo o que encontro é a imensidão de sentimentos afogados no mar de incertezas. Grito por socorro, mas é um grito mudo, ninguém escuta. Não há quem possa me resgatar da deriva nesse sem fim de solidão.
Uma calmaria qualquer já não faz a o ar menos seco e árido. Sinto falta da umidade dos tempos da adolescência, a doce inocência. O murmurar e o palpitar, o rubor das faces por mera fantasia. Agora o rubor fica por conta do pó colorido despejado sobre as maçãs secas.
Sinto saudade de algo que nunca tive. Sinto falta da ilusão, da fantasia, o irreal e intocável. Na escuridão dos pensamentos procuro um farol para me guiar, mas tudo o que encontro é a imensidão de sentimentos afogados no mar de incertezas. Grito por socorro, mas é um grito mudo, ninguém escuta. Não há quem possa me resgatar da deriva nesse sem fim de solidão.
sábado, maio 29, 2010
A gUrErRa
Se o nada nada contém, como pode o nada ser ainda maior que tudo? Não sinto nada, só sinto o nada. Nada é como antes, o antes já não existe e a existência já não é mais nada.
A procura me leva à ânsia. A ânsia sobe à minha boca sedenta de ter sede mais uma vez. Rumino os pensamentos já putrefactos dentro de minha alma. E a música permanece surda, sem rastros de uma possibilidade de acontecer. A confusão, a normalidade e a insanidade trocam as posições das peças do xadrez. E quem comanda o rei tem o poder que eu perdi.
Já não faço mais as regras e não quero mais jogar esse jogo. Eu perdi, fui vencida por mim mesma. Mais uma vez o infecto ser que parasita minha alma toma conta da minha vontade. E como as ondas de uma maré ruim, o ciclo se repete, mas um dia irá retornar para as profundezas de um oceano distante. E espero que permaneça distante por um tempo, quando isso acontecer.
O que me resta são essas miúdas linhas de palavras sem significado algum. Apenas um retorcer de emoções espalhadas pelo chão da virtualidade.
Jogos perdidos e jogos incabados, todos destruídos pelo furacão de nome desconhecido que arruinou a viga da maior mansão da cidade. Nada mais é seguro. Eu queria descontar tudo nessas teclas e me sentir melhor depois disso, mas não existem metáforas suficientes que possam me proteger do uma indiscrição qualquer. Eu sinto a dor e o vazio. O vazio ainda maior que a dor. A ausência do nada o torna ainda maior. O vácuo dentro do peito e ao mesmo tempo o ódio de mim mesma. A certeza da volatilidade dos acasos regem as conjecturas mais absurdas possíveis. E eu já não tenho mais o comando das minhas tropas.
Sinto as forças combatendo entre si e destruindo minha própria cidade, e por mais que eu grite para que parem, e veja o estrago que fazem, elas olham para mim com ar de despero e não conseguem parar. Apenas imploram com seus olhares chorosos para que o conflito cesse, sem com isso poder impedir a devastação que acontece. Todos choram, mas seus movomentos continuam impassíveis e marcham uns contra os outros e contra tudo que acham no caminho. Já foram-se as cores e o ar, resta-nos apenas um pouco de música, que já está sendo atacada. Não sei por quanto tempo ainda poderá resistir.
Já não resta mais nada.
Espero o tempo para que possa reestruturar minha cidade.
A procura me leva à ânsia. A ânsia sobe à minha boca sedenta de ter sede mais uma vez. Rumino os pensamentos já putrefactos dentro de minha alma. E a música permanece surda, sem rastros de uma possibilidade de acontecer. A confusão, a normalidade e a insanidade trocam as posições das peças do xadrez. E quem comanda o rei tem o poder que eu perdi.
Já não faço mais as regras e não quero mais jogar esse jogo. Eu perdi, fui vencida por mim mesma. Mais uma vez o infecto ser que parasita minha alma toma conta da minha vontade. E como as ondas de uma maré ruim, o ciclo se repete, mas um dia irá retornar para as profundezas de um oceano distante. E espero que permaneça distante por um tempo, quando isso acontecer.
O que me resta são essas miúdas linhas de palavras sem significado algum. Apenas um retorcer de emoções espalhadas pelo chão da virtualidade.
Jogos perdidos e jogos incabados, todos destruídos pelo furacão de nome desconhecido que arruinou a viga da maior mansão da cidade. Nada mais é seguro. Eu queria descontar tudo nessas teclas e me sentir melhor depois disso, mas não existem metáforas suficientes que possam me proteger do uma indiscrição qualquer. Eu sinto a dor e o vazio. O vazio ainda maior que a dor. A ausência do nada o torna ainda maior. O vácuo dentro do peito e ao mesmo tempo o ódio de mim mesma. A certeza da volatilidade dos acasos regem as conjecturas mais absurdas possíveis. E eu já não tenho mais o comando das minhas tropas.
Sinto as forças combatendo entre si e destruindo minha própria cidade, e por mais que eu grite para que parem, e veja o estrago que fazem, elas olham para mim com ar de despero e não conseguem parar. Apenas imploram com seus olhares chorosos para que o conflito cesse, sem com isso poder impedir a devastação que acontece. Todos choram, mas seus movomentos continuam impassíveis e marcham uns contra os outros e contra tudo que acham no caminho. Já foram-se as cores e o ar, resta-nos apenas um pouco de música, que já está sendo atacada. Não sei por quanto tempo ainda poderá resistir.
Já não resta mais nada.
Espero o tempo para que possa reestruturar minha cidade.
domingo, maio 23, 2010
RaFtInG
E quando tudo paece perdido, surge uma esperança dentro do olhar de que eu menos esperava. E o brilho das águas geladas de uma corredeira no meio das montanhas traz novamente o ar par dentro dos pulmões apodrecidos de outrora. Não há medo, apenas a conteplação de um lugar especialmente lindo e cativasnte. Até para as piores mentes, nos piores dias de perdição, lá está o alívio de um mundo verdadeiramente puro e livre de todo o peso do capitalismo sufocante.
Apenas sentir o ar e a temperatura reabastecendo a vida esvaída dentro das lojas tecnológicas. Apenas um brilho, um suspiro e uma imagem inesquecíveis.
E tudo parece renovado agora, como as águas que lavavam o meu rosto há algumas horas atrás. Não sinto a alegria, mas existe o alívio e a certeza de ter presenciado algo único.
Apenas sentir o ar e a temperatura reabastecendo a vida esvaída dentro das lojas tecnológicas. Apenas um brilho, um suspiro e uma imagem inesquecíveis.
E tudo parece renovado agora, como as águas que lavavam o meu rosto há algumas horas atrás. Não sinto a alegria, mas existe o alívio e a certeza de ter presenciado algo único.
sexta-feira, maio 21, 2010
lEvIaNa
Tenho saudade de algo que nem sei bem o que é. Sinto saudade de um tempo, um sentimento, uma expressão que não tenho encontrado por aqui. Tenho saudades...
Mas a saudade não é tudo, há ainda algo que não consigo explicar. E mesmo quando tento organizar as palavras dentro da minha cabeça, em nenhuma língua consigo formar um significado ou algo coerente. Há pessoas que aceitam ou esperam por isso, eu apenas quero me livrar disso. Estou cansada e sem forças para sequer pensar a respeito. Já se foi toda a tinta que cobria as paredes desta casa. De tanto vento, fogo, frio e água, já se foi a alegria e a vivacidade das cores que outrora esbanjavam um algo significativo e esperançoso. Não há mais nada em quê acreditar nem mais músicas para ouvir. Tudo é um cheio de vazio inundado de insignificâncias e consumismo exacerbado. Não há mais porquês ou sorrisos, nem fé ou crianças para me atordoar. E tudo parece tão simples e complexo que sinto uma rajada de vento dentro da alma, que molha todos os pensamentos e os faz mofarem e racharem de tantas questões e perguntas não feitas. Não ao sentimento, e não também à insegurança do vazio. As letras circulam ao redor do meu mundo e as cores desbotaram de repente. As expressões e a vontade esvaíram-se na tentativa de sobreviver a qualquer custo e o custo foi alto demais.
O tempo escorreu cedo demais e tudo foi-se numa revoada negras de corvos por toda parte. Os gritos e gemidos, as vozes inaudíveis e as expressões cansadas e caladas de um mundo profano e inerte. A tecnologia e a mesquinhez por banalidades explodem no céu como fogos de artifícios negados por frivolidades. Não há um algo que iluminava aquilo que existia por dentro do vaso oco e rançoso envolto em pêlos que continha a vida larápia e sedenta de ilusões de outros tempos. Não há mais como compreender a inexistência desperta por trás de uma vivência morta, desacompanhada e cinza. Tudo gira e retorna ao início e o sentimento muda, apesar das palavras ainda permanecerem iguais. Os mesmos acordes por trás das montanhas de uma paisagem distante que parecia ser real no momento em que a luz ainda permanecia acesa, apesar da cálida dor da proximidade.
Uma cultura inorgânica de apetrechos, pinduricalhos e bichos macios que caem e fazem soar o tilintar de vozes e emoções. Existe uma saudade, uma vida, um algo.
Oculto e imperceptível, uma pedra renal que permanece durante todo o tempo de uma caminhada até a linha da vida. Chamas caladas na nevasca noturna sobre ares sufocantes, num lugar onde as chaves foram perdidas e os dados já não estão mais marcados. A surpresa e o domínio prevalecem sobre a mente insana num desvario de um suspiro contido num momento de prazer. O metálico apodrecido pela toxidade da pureza de uma flor caindo sobre as pedras afundadas no lodo.
E a pergunta sobre o porquê, o quê, como, onde, não será respondida por mim. Procure no fundo de uma piscina de significados o tesouro perdido por entre séculos de uma vida ainda não acabada por completo.
Mas a saudade não é tudo, há ainda algo que não consigo explicar. E mesmo quando tento organizar as palavras dentro da minha cabeça, em nenhuma língua consigo formar um significado ou algo coerente. Há pessoas que aceitam ou esperam por isso, eu apenas quero me livrar disso. Estou cansada e sem forças para sequer pensar a respeito. Já se foi toda a tinta que cobria as paredes desta casa. De tanto vento, fogo, frio e água, já se foi a alegria e a vivacidade das cores que outrora esbanjavam um algo significativo e esperançoso. Não há mais nada em quê acreditar nem mais músicas para ouvir. Tudo é um cheio de vazio inundado de insignificâncias e consumismo exacerbado. Não há mais porquês ou sorrisos, nem fé ou crianças para me atordoar. E tudo parece tão simples e complexo que sinto uma rajada de vento dentro da alma, que molha todos os pensamentos e os faz mofarem e racharem de tantas questões e perguntas não feitas. Não ao sentimento, e não também à insegurança do vazio. As letras circulam ao redor do meu mundo e as cores desbotaram de repente. As expressões e a vontade esvaíram-se na tentativa de sobreviver a qualquer custo e o custo foi alto demais.
O tempo escorreu cedo demais e tudo foi-se numa revoada negras de corvos por toda parte. Os gritos e gemidos, as vozes inaudíveis e as expressões cansadas e caladas de um mundo profano e inerte. A tecnologia e a mesquinhez por banalidades explodem no céu como fogos de artifícios negados por frivolidades. Não há um algo que iluminava aquilo que existia por dentro do vaso oco e rançoso envolto em pêlos que continha a vida larápia e sedenta de ilusões de outros tempos. Não há mais como compreender a inexistência desperta por trás de uma vivência morta, desacompanhada e cinza. Tudo gira e retorna ao início e o sentimento muda, apesar das palavras ainda permanecerem iguais. Os mesmos acordes por trás das montanhas de uma paisagem distante que parecia ser real no momento em que a luz ainda permanecia acesa, apesar da cálida dor da proximidade.
Uma cultura inorgânica de apetrechos, pinduricalhos e bichos macios que caem e fazem soar o tilintar de vozes e emoções. Existe uma saudade, uma vida, um algo.
Oculto e imperceptível, uma pedra renal que permanece durante todo o tempo de uma caminhada até a linha da vida. Chamas caladas na nevasca noturna sobre ares sufocantes, num lugar onde as chaves foram perdidas e os dados já não estão mais marcados. A surpresa e o domínio prevalecem sobre a mente insana num desvario de um suspiro contido num momento de prazer. O metálico apodrecido pela toxidade da pureza de uma flor caindo sobre as pedras afundadas no lodo.
E a pergunta sobre o porquê, o quê, como, onde, não será respondida por mim. Procure no fundo de uma piscina de significados o tesouro perdido por entre séculos de uma vida ainda não acabada por completo.
domingo, maio 16, 2010
lOsT
Viva la Vida - Coldplay
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oh, oh, oh, oh, oh
Hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oh, oh, oh, oh, oh
Hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
segunda-feira, março 29, 2010
pReGuIçA
A preguiça é algo espantosamente interessante. Diria até que a preguiça é o que comanda as ações ou não ações de qualquer pessoa. A preguiça de trabalhar me fez pensar a respeito da preguiça e criar esse post. Post esse que pensei em deixar bem grande e comprido, com muitas explicações detalhadas a respeito de várias razões de a preguiça ser o regente do mundo, mas que no fim das contas não sei se ficará da maneira que pensei porque a preguiça de escrever tudo aquilo que pensei pode ir e vir. E se vier antes que tudo seja escrito e finalizado o post ficará inacabado. Afinal a preguiça é aquilo que nos faz desenvolver cada vez mais as ferramentas do photoshop, criar o controle remoto e usar um carro para se locomover. Eu sei, você vai dizer que todas essas coisas foram criadas para abreviar o tempo que utilizamos para fazer as coisas. Mas a explicação é simples, ou melhor, a pergunta é simples: para quê precisamos fazer as coisas mais rápido? Para sobrar mais tempo para não fazer nada, para levar menos tempo fazendo aquilo que temos preguiça de fazer e por aí vai. É ingenuidade achar que as invenções são todas direcionadas para o desenvolvimento da humanidade, aliás, desenvolvimento sim, mas no sentido de abreviar o esforço físico para que possamos desenvolver melhor a preguiça que nos impede de levantar a bunda do sofá para mudar de canal.
Da preguiça surgiu a geladeira, o açougue, o calendário, a caneta, o carro e a bomba atômica, afinal, por que matar um por um se podemos matar tudo de uma vez só? A preguiça determina se a pessoa é ou não é eticamente correta. Ninguém deixa água parada para a proliferação do mosquito da dengue por fé ou convicção. É por pura preguiça! Ou talvez as pessoas gastem água para lavar a calçada porque realmente achem que o consumo de água em excesso é essencial para garantir o emprego de todos que trabalham nos departamentos de abastecimento do governo.
Mas de todos os exemplo possíveis, me ocorre um em particular: a religião. É um perfeito exemplo de preguiça coletiva. Preguiça de estudar história, psicologia, filosofia e teologia até poder julgar o que acredita ser mais plausível e coerente. É bem mais fácil e rápido se pudermos escolher uma religião (de preferência a mesma de nossos pais) e passar a acreditar nela, "crer" como preferem alguns. Não é preciso estudar e nem mesmo pensar a respeito, está tudo lá, pronto e matigado. É só dizer: "eu creio" ou "essa é a minha religião" que lá está. Não há mais trabalho algum. Simples e rápido. Podemos então passar para o passo seguinte que é seguir as doutrinas dessa religião. Outro passo simples e rápido que nem exige um grande reflexão. Mas se por acaso a reflexão for "pedida" em algum momento pela sua religão, não se desespere. Basta repetir as conclusões que alguém já falou um tempo atrás, conclusão essa que deve ter sido copiada de um terceiro, quarto...
E pronto, já não precisa mais pensar a respeito disso. Pode continuar cultivando sua preguiça mental em paz.
E acabou, porque agora eu fiquei com preguiça de continuar.
Da preguiça surgiu a geladeira, o açougue, o calendário, a caneta, o carro e a bomba atômica, afinal, por que matar um por um se podemos matar tudo de uma vez só? A preguiça determina se a pessoa é ou não é eticamente correta. Ninguém deixa água parada para a proliferação do mosquito da dengue por fé ou convicção. É por pura preguiça! Ou talvez as pessoas gastem água para lavar a calçada porque realmente achem que o consumo de água em excesso é essencial para garantir o emprego de todos que trabalham nos departamentos de abastecimento do governo.
Mas de todos os exemplo possíveis, me ocorre um em particular: a religião. É um perfeito exemplo de preguiça coletiva. Preguiça de estudar história, psicologia, filosofia e teologia até poder julgar o que acredita ser mais plausível e coerente. É bem mais fácil e rápido se pudermos escolher uma religião (de preferência a mesma de nossos pais) e passar a acreditar nela, "crer" como preferem alguns. Não é preciso estudar e nem mesmo pensar a respeito, está tudo lá, pronto e matigado. É só dizer: "eu creio" ou "essa é a minha religião" que lá está. Não há mais trabalho algum. Simples e rápido. Podemos então passar para o passo seguinte que é seguir as doutrinas dessa religião. Outro passo simples e rápido que nem exige um grande reflexão. Mas se por acaso a reflexão for "pedida" em algum momento pela sua religão, não se desespere. Basta repetir as conclusões que alguém já falou um tempo atrás, conclusão essa que deve ter sido copiada de um terceiro, quarto...
E pronto, já não precisa mais pensar a respeito disso. Pode continuar cultivando sua preguiça mental em paz.
E acabou, porque agora eu fiquei com preguiça de continuar.
sábado, março 13, 2010
A pErDa
Eu perdi.
Mais uma vez eu perdi algo que saiu de dentro de mim e não vai mais voltar.
A dor é ainda maior desta vez. A fuga é ainda maior desta vez.
Só me resta juntar os cacos e seguir em frente. Eles não vão grudar novamente com as minhas lágrimas. E o futuro não será diferente por causa do sofrimento.
Seria ótimo pensar que ao menos desse vez tudo ficaria bem, que eu iria conseguir. Mas isso não é verdade, não é mesmo?
E por mais que tente com todas as forças de cada célula de mim, eu não consigo. Há coisas que simplesmente não são para ser. Talvez algum dia até chegue a compreeder o porque de tudo acontecer dessa maneira, dessa mesma maneira sempre.
Hoje não é esse dia.
Hoje é o dia que eu gostaria de sumir também.
Mais uma vez eu perdi algo que saiu de dentro de mim e não vai mais voltar.
A dor é ainda maior desta vez. A fuga é ainda maior desta vez.
Só me resta juntar os cacos e seguir em frente. Eles não vão grudar novamente com as minhas lágrimas. E o futuro não será diferente por causa do sofrimento.
Seria ótimo pensar que ao menos desse vez tudo ficaria bem, que eu iria conseguir. Mas isso não é verdade, não é mesmo?
E por mais que tente com todas as forças de cada célula de mim, eu não consigo. Há coisas que simplesmente não são para ser. Talvez algum dia até chegue a compreeder o porque de tudo acontecer dessa maneira, dessa mesma maneira sempre.
Hoje não é esse dia.
Hoje é o dia que eu gostaria de sumir também.
terça-feira, março 09, 2010
InCoErÊnCiA
A vitamina que eu mais gosto é a de abacate. Por coincidência, logo eu que deveria emagrecer uns bons quilos, opto por uma das frutas mais calóricas que existem para dela fazer a minha vitamina favorita.
Também gosto de praticar artes marciais japonesas. Por coincidência, machuquei meu ombro esquerdo há alguns anos praticando uma arte marcial.
Coincidências? Talvez não. Talvez eu precise emagrecer justamente por gostar de comer coisas calóricas e talvez eu tenha machucado o ombro justamente para me fazer enxergar quão perigoso era o que eu estava fazendo.
Tudo simplesmente acontece. Não por uma razão, não por que têm que acontecer. Acontecem.
Não há como controlar as inúmeras variáveis envolvidas em cada acontecimento das vidas. Da mesma maneira que eu não controlo o random do meu tocador de músicas.
Apenas aprecio a música que toca e faço dela a trilha sonora do momento.
Eu queria ter tirado uma foto do arco-íris. Ele fazia uma semi-circunferência no céu em pleno entardecer. Não tinha uma câmera no momento comigo. Mas eu penso que a lembrança que eu guardaria da imagem do arco-íris na fotografia não seria tão bonita. Apesar de desbotada, a imagem em minha memória traz consigo a sensação de magnitude e resplendor do fenômeno. Não sei se conseguiria isso em uma fotografia.
Eu desejei tanto tantas coisas que não consegui. Sonhei com pessoas, países e situações que simplesmente não saíram dos sonhos. E não posso ver uma razão que justifique a causa de tantos fracassos. Não há razão.
Mas houveram coisas que eu consegui. Coisas que me fizeram ser aquilo que sou. Coisas boas e ruins, todas me fizeram. E ainda não acabou. Ainda sonho com muitas coisas, desejo muitas outras. Não sou uma pessoa melhor ou pior e nem faço questão de classificar o bom e o ruim.
E embora eu tenha aprendido que desejar e sonhar não bastam para que as coisas aconteçam, ainda me pego a pensar na incoerência da inconsistência dos acontecimentos.
Também gosto de praticar artes marciais japonesas. Por coincidência, machuquei meu ombro esquerdo há alguns anos praticando uma arte marcial.
Coincidências? Talvez não. Talvez eu precise emagrecer justamente por gostar de comer coisas calóricas e talvez eu tenha machucado o ombro justamente para me fazer enxergar quão perigoso era o que eu estava fazendo.
Tudo simplesmente acontece. Não por uma razão, não por que têm que acontecer. Acontecem.
Não há como controlar as inúmeras variáveis envolvidas em cada acontecimento das vidas. Da mesma maneira que eu não controlo o random do meu tocador de músicas.
Apenas aprecio a música que toca e faço dela a trilha sonora do momento.
Eu queria ter tirado uma foto do arco-íris. Ele fazia uma semi-circunferência no céu em pleno entardecer. Não tinha uma câmera no momento comigo. Mas eu penso que a lembrança que eu guardaria da imagem do arco-íris na fotografia não seria tão bonita. Apesar de desbotada, a imagem em minha memória traz consigo a sensação de magnitude e resplendor do fenômeno. Não sei se conseguiria isso em uma fotografia.
Eu desejei tanto tantas coisas que não consegui. Sonhei com pessoas, países e situações que simplesmente não saíram dos sonhos. E não posso ver uma razão que justifique a causa de tantos fracassos. Não há razão.
Mas houveram coisas que eu consegui. Coisas que me fizeram ser aquilo que sou. Coisas boas e ruins, todas me fizeram. E ainda não acabou. Ainda sonho com muitas coisas, desejo muitas outras. Não sou uma pessoa melhor ou pior e nem faço questão de classificar o bom e o ruim.
E embora eu tenha aprendido que desejar e sonhar não bastam para que as coisas aconteçam, ainda me pego a pensar na incoerência da inconsistência dos acontecimentos.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
PaLaVrAs
É impossível voltar atrás.
Quanto mais eu penso nas palavras, mais as palavras fogem, escondem-se atrás das infinitas portas espalhadas pelos cantos da minha mente. Atrás de cada porta há um pedaço das minhas palavras. Elas estão desordenadas pois passaram um bom tempo misturando-se para que eu não pudesse escolhê-las com facilidade hoje. Brincam comigo da pior maneira possível.
Eu as puxo e coloco-as em fila, tento organizá-las, mas elas tornam a fugir e esconder-se.
Logo hoje, hoje que preciso tanto delas. Eu queria tanto dizer alguma coisa que aliviasse essa coisa. Essa palavra que fugiu.
Ouço as palavras do Mr. Az, mas elas não são as minhas. São lindas e combinam com as minhas, mas não trazem as minhas de volta para mim.
Olhei todas aquelas palavras que eu já consegui organizar, mas nem mesmo essas foram gentis comigo. Elas me olharam com aquele olhar cuja palavra se escondeu atrás daquela porta que eu não gosto que ninguém veja.
Elas estão a judiar de mim e do meu esforço em trazê-las todas aos seus devidos lugares.
As palavras faltam-me como as notas de uma música inacabada. Dedilho o teclado em busca do último acorde.
Mas esta última palavra insiste em se esconder lá atrás, no final.
Ela não sairá de lá tão cedo.
Quanto mais eu penso nas palavras, mais as palavras fogem, escondem-se atrás das infinitas portas espalhadas pelos cantos da minha mente. Atrás de cada porta há um pedaço das minhas palavras. Elas estão desordenadas pois passaram um bom tempo misturando-se para que eu não pudesse escolhê-las com facilidade hoje. Brincam comigo da pior maneira possível.
Eu as puxo e coloco-as em fila, tento organizá-las, mas elas tornam a fugir e esconder-se.
Logo hoje, hoje que preciso tanto delas. Eu queria tanto dizer alguma coisa que aliviasse essa coisa. Essa palavra que fugiu.
Ouço as palavras do Mr. Az, mas elas não são as minhas. São lindas e combinam com as minhas, mas não trazem as minhas de volta para mim.
Olhei todas aquelas palavras que eu já consegui organizar, mas nem mesmo essas foram gentis comigo. Elas me olharam com aquele olhar cuja palavra se escondeu atrás daquela porta que eu não gosto que ninguém veja.
Elas estão a judiar de mim e do meu esforço em trazê-las todas aos seus devidos lugares.
As palavras faltam-me como as notas de uma música inacabada. Dedilho o teclado em busca do último acorde.
Mas esta última palavra insiste em se esconder lá atrás, no final.
Ela não sairá de lá tão cedo.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
ApOlO e DiOnÍsIo
Mr. Az não sai de minha cabeça. A cabeça que já não funciona como deveria, devaneia sem se ater às consequências de seu desatino.
Mr., por favor, eu também sou apenas humana. Nada mais, nada menos, mas não canto, desencanto.
E o meu desencanto põe-me no canto de meu destino. Não existe tino, é esse o motivo.
Ai, Dionísio e Apolo que não me deixam em paz! Taquete e maluma. E a cicatriz...
Pobre cicatriz.
Mas não é tudo culpa da cicatriz.
A culpa está na briga de Apolo e Dionísio. Ora lira, ora flauta.
As palavras não existem para essa luta.
Somente a música.
Mr., por favor, eu também sou apenas humana. Nada mais, nada menos, mas não canto, desencanto.
E o meu desencanto põe-me no canto de meu destino. Não existe tino, é esse o motivo.
Ai, Dionísio e Apolo que não me deixam em paz! Taquete e maluma. E a cicatriz...
Pobre cicatriz.
Mas não é tudo culpa da cicatriz.
A culpa está na briga de Apolo e Dionísio. Ora lira, ora flauta.
As palavras não existem para essa luta.
Somente a música.
sábado, janeiro 23, 2010
a MaRé
As coisas vêm e vão numa velocidade incontrolável. Você pode acompanhar claramente a passagem delas, mas ainda assim não pode controlar a sua passagem. Tudo vem e vai e tudo muda. As pessoas mudam, os sentimentos mudam, as cidades mudam também.
E nessa dor e vontade de sorrir perde-se o significado de tudo. Tudo ou nada já não fazem mais a diferença, somente a vontade de sorrir persiste.
E quando você ver as gotas de saudade escorrendo pelo vidro da janela, novamente vem a vontade de sorrir. E tudo se esvai como uma gota de tinta lançada sobre a poça formada pela chuva.
E aquele sapato vem e pisa em tudo e espirra a água, tinta e lama no vestido novo. O preto e o branco se misturam, mas não formam o cinza. Formam o preto o e branco misturados. E quem não é capaz de enxergar jamais poderá ver as imagens formadas que se formam a partir das manchas deixadas pelo passado.
E a vontade permanece a mesma, ela volta como a maré que bate e escorre por entre as rochas. Rochas que se deformam ao capricho da espuma.
O sorriso não aparece, a vontande continua. E corrói.
Mata, destrói.
E ela encontra cada vez uma forma diferente de voltar e bater a porta para vender aquele produto barato que eu não quero mais comprar.
A esperança de um amanhã melhor sustenta a rocha que se engana a cada dia, achando que não foi moldada pela espuma de mais um dia.
E só quem sabe do que a rocha é feita é que pode entender porque ela se engana.
Mas ninguém quer saber. Só olham e vêem uma rocha e isso basta.
Como a as ondas são bonitas quando batem nas pedras!
E nessa dor e vontade de sorrir perde-se o significado de tudo. Tudo ou nada já não fazem mais a diferença, somente a vontade de sorrir persiste.
E quando você ver as gotas de saudade escorrendo pelo vidro da janela, novamente vem a vontade de sorrir. E tudo se esvai como uma gota de tinta lançada sobre a poça formada pela chuva.
E aquele sapato vem e pisa em tudo e espirra a água, tinta e lama no vestido novo. O preto e o branco se misturam, mas não formam o cinza. Formam o preto o e branco misturados. E quem não é capaz de enxergar jamais poderá ver as imagens formadas que se formam a partir das manchas deixadas pelo passado.
E a vontade permanece a mesma, ela volta como a maré que bate e escorre por entre as rochas. Rochas que se deformam ao capricho da espuma.
O sorriso não aparece, a vontande continua. E corrói.
Mata, destrói.
E ela encontra cada vez uma forma diferente de voltar e bater a porta para vender aquele produto barato que eu não quero mais comprar.
A esperança de um amanhã melhor sustenta a rocha que se engana a cada dia, achando que não foi moldada pela espuma de mais um dia.
E só quem sabe do que a rocha é feita é que pode entender porque ela se engana.
Mas ninguém quer saber. Só olham e vêem uma rocha e isso basta.
Como a as ondas são bonitas quando batem nas pedras!
sexta-feira, novembro 20, 2009
BaTaTiNhA
Pode-se discorrer milhares de quilômetros de páginas de verborréica sem ou com sentido. O sentido em que as palavras vão não é o mais importante. Elas se "esparramam pelo chão" como a batatinha. Como a batatinha se esparrama pelo chão?
Esparramar é um verbo engraçado.
Todos os verbos são engraçados. Indicam uma ação, mas não agem por si sós. Si ou Sol?
O Si é mais agudo que o Sol. Mas o Sol é muito mais quente e brilhante.
Que uso mais infantil da palavra!
A palavra não deveria ser usada de maneira tão medíocre. Mas a questão é que as palavras podem ser usadas por qualquer um. E isso acaba gerando essas frases ridículas.
Um ridicularismo inofensivo e banal, como essas palavras.
Muito provavelmente devido ao fato de que essas mesmas palavras advêm de uma mente infantil e banal, tal como o produto gerado a partir de umas idéias medíocres e umas palavras incoerentes.
Você foi mesmo um imbecil ao pensar que, de alguma forma misteriosa, ler essas linhas fosse lhe trazer algum tipo de benefício. Não passam de linhas e letras misturadas e esparramadas pelo chão.
Esparramar é um verbo engraçado.
Todos os verbos são engraçados. Indicam uma ação, mas não agem por si sós. Si ou Sol?
O Si é mais agudo que o Sol. Mas o Sol é muito mais quente e brilhante.
Que uso mais infantil da palavra!
A palavra não deveria ser usada de maneira tão medíocre. Mas a questão é que as palavras podem ser usadas por qualquer um. E isso acaba gerando essas frases ridículas.
Um ridicularismo inofensivo e banal, como essas palavras.
Muito provavelmente devido ao fato de que essas mesmas palavras advêm de uma mente infantil e banal, tal como o produto gerado a partir de umas idéias medíocres e umas palavras incoerentes.
Você foi mesmo um imbecil ao pensar que, de alguma forma misteriosa, ler essas linhas fosse lhe trazer algum tipo de benefício. Não passam de linhas e letras misturadas e esparramadas pelo chão.
sábado, outubro 24, 2009
dÚvIdAs
Pensando às vezes me pergunto: como será?
Como vai ser daqui pra frente?
Penso "e se acontecer?" o que vai acontecer?
Se uma possibilidade torna-se realidade, como será?
Vai doer?
Espero que sim.
É pela dor que a maioria das coisas ficam marcadas.
E espero que marque profundamente, para eu nunca esquecer.
Como vai ser daqui pra frente?
Penso "e se acontecer?" o que vai acontecer?
Se uma possibilidade torna-se realidade, como será?
Vai doer?
Espero que sim.
É pela dor que a maioria das coisas ficam marcadas.
E espero que marque profundamente, para eu nunca esquecer.
segunda-feira, outubro 12, 2009
eNtEnDiMeNtO
Realmente gostaria de entender algumas coisas que giram ao redor da incoerência existencial que sou. E mais ainda, gostaria de compreender os aspectos peculiares que tornam essa mesma existência um tão sufocante e doloroso existente. Como pode o sorriso estar por trás da angústia e ao mesmo tempo ser sincero e verdadeiro. Qual é a razão de o que dizem passa a ser então mais real do que o que o levou a dizer? Não era real, mas ainda agora, porque dói? Quando tudo se esclarece e a sombra da dúvida já não existe, então o sentimento que deveria estar apagado perfura a superfície e vem a tona. E o que é necessário para recuperar a tranquilidade?
Será mesmo que a calmaria precede o tufão?
E como um filme em que a rainha resite à tentação do anel mais poderoso, trava-se uma luta sem vencedores nesse espaço ínfimo e infinito do ser.
Será mesmo que a calmaria precede o tufão?
E como um filme em que a rainha resite à tentação do anel mais poderoso, trava-se uma luta sem vencedores nesse espaço ínfimo e infinito do ser.
segunda-feira, setembro 21, 2009
DeNtRo De LáGrImAs
Por que será?
Vou pensar...
Sinto que é como sonhar...
Então o que resta é chorar.
E como será? O vento vai levar...
Como será? Pode o vento dizer?
Um século, um mês, três vidas e mais...
Por que será? Pode o vento levar?
Pode o vento levar.
Ó Vento, leva!
Diz mais, se a gente já não sabe mais.
Não tem que durar.
Leva, vento.
Como será?
Posso ouvir o vento passar.
Mas é curta a vida para ver.
Para ver?
Ver?
Um passo pra trás.
Por que será?
Não quero pensar!
Como pode alguém sonhar?
Pode alguém sonhar!
Não sei mais...
O vento leva...
É vontade de esquecer...
É vontade de vir e ver
E se chover demais?
Quem vai sorrir?
A chuva leva
O vento
A sorrir
De mim e sempre sem querer
Não sei
O tempo parar
por que será?
como será?
vou pensar...
claro como um trovão!
O que é impossível saber?
Eu vi!
Ó Vento, leva!
Vou pensar...
Sinto que é como sonhar...
Então o que resta é chorar.
E como será? O vento vai levar...
Como será? Pode o vento dizer?
Um século, um mês, três vidas e mais...
Por que será? Pode o vento levar?
Pode o vento levar.
Ó Vento, leva!
Diz mais, se a gente já não sabe mais.
Não tem que durar.
Leva, vento.
Como será?
Posso ouvir o vento passar.
Mas é curta a vida para ver.
Para ver?
Ver?
Um passo pra trás.
Por que será?
Não quero pensar!
Como pode alguém sonhar?
Pode alguém sonhar!
Não sei mais...
O vento leva...
É vontade de esquecer...
É vontade de vir e ver
E se chover demais?
Quem vai sorrir?
A chuva leva
O vento
A sorrir
De mim e sempre sem querer
Não sei
O tempo parar
por que será?
como será?
vou pensar...
claro como um trovão!
O que é impossível saber?
Eu vi!
Ó Vento, leva!
quarta-feira, agosto 12, 2009
pAuSa
Isso não é suficiente. Nada disso é suficiente. Uma música não faz as coisas melhorarem. Um abraço não faz as coisas melhorarem. Um filme não faz as coisas melhorarem. Uma pessoa não faz as coisas melhorarem.
Uma pausa. Uma pausa talvez faça.
A respiração, sentir o ar nos débeis pulmões e a dor que isso causa. Sentir o ar se esvair num solavanco com o escarro que sobe pela garganta. E o doce ruído da mosca elétrica dentro de uma caixa nos pés faz lembrar da solidão de uma alma putrefacta. E nem a mais cristalina voz é capaz de atenuar o pesar dessa vida que há muito só encontra satisfação em desejar inexistência do ser.
Uma pausa, só uma pausa, nada mais.
E todos os luminosos sonhos de uma existência fantástica, repleta de ilusões, desejos e alegrias, olvidar-se-ão.
Pausa.
Uma pausa. Uma pausa talvez faça.
A respiração, sentir o ar nos débeis pulmões e a dor que isso causa. Sentir o ar se esvair num solavanco com o escarro que sobe pela garganta. E o doce ruído da mosca elétrica dentro de uma caixa nos pés faz lembrar da solidão de uma alma putrefacta. E nem a mais cristalina voz é capaz de atenuar o pesar dessa vida que há muito só encontra satisfação em desejar inexistência do ser.
Uma pausa, só uma pausa, nada mais.
E todos os luminosos sonhos de uma existência fantástica, repleta de ilusões, desejos e alegrias, olvidar-se-ão.
Pausa.
quinta-feira, julho 23, 2009
o LuGaR oNdE eU pAsSaVa As MiNhAs FéRiAs
Não adianta mesmo, eu não vou conseguir explicar a você onde era exatamente o lugar onde eu passava as minhas férias. Mas era um lugar lindo, pelo menos a parte que eu me lembro. Era um lugar parecido com o que chama de fazenda. É bem verdade que aquele lugar parecia uma fazenda, chácara, sítio, ou qualquer lugar assim. A verdade é que eu nem sei a diferença que existe entre esses lugares. Mas para que fique um pouco mais fácil compreender, era um lugar bastante grande, afastado do que chamamos de "cidade" e praticamente cercado por mato por todos os lados. É uma péssima definição, mas se você me permitir continuar a minha história, talvez as imagens que vejo em minha cabeça possam também serem vistas em sua cabeça.
Tinha uma casa de madeira com varanda, como normalmente se tem em lugares assim. Posso dizer que não era uma casa muito grande, tampouco muito pequena. Logo que eu chegava, podia ver a varanda logo na entrada da casa. Essa varanda tinha três degraus para se chegar nela e era cercada por um parapeito de madeira onde eu costumava ficar sentada.
E como de costume, tinha um balanço também de madeira nessa varanda. Não era uma varanda muito grande, mas também não era muito pequena. Era uma boa varanda.
Sei que parece chavão mas, o lugar onde eu passava as minhas férias era um lugar encantador. Agora, pensando bem, a casa de madeira, apesar de ser de um tamanho normal por fora, nem pequena nem grande, por dentro ela era incrivelmente grande. Tão grande que eu tenho a impressão que até hoje não conheci todos os cômodos daquele lugar. Às vezes até fico pensando se os cômodos realmente ficavam parados no mesmo lugar. O que acontece é que na verdade tudo o que se queria encontrar simplesmente apareceia na sua frente. Se eu entrasse correndo pela porta da sala, apurada para ir ao banheiro, lá estava ele, bem de frente à porta de entrada, e se batesse aquela fome, lá estava a cozinha. Todos os cômodos de dentro da casa simplesmente estavam e não estavam lá, de acordo com a nossa vontade, o que tornava quase impossível se perder lá dentro, apesar do lugar parecer não ter fim. Ainda me lembro que achei um quartinho uma vez, no fundo de um porão, que eu nunca mais vi. Isso aconteceu no dia do mistério do sapatinho perdido.
Tinha uma casa de madeira com varanda, como normalmente se tem em lugares assim. Posso dizer que não era uma casa muito grande, tampouco muito pequena. Logo que eu chegava, podia ver a varanda logo na entrada da casa. Essa varanda tinha três degraus para se chegar nela e era cercada por um parapeito de madeira onde eu costumava ficar sentada.
E como de costume, tinha um balanço também de madeira nessa varanda. Não era uma varanda muito grande, mas também não era muito pequena. Era uma boa varanda.
Sei que parece chavão mas, o lugar onde eu passava as minhas férias era um lugar encantador. Agora, pensando bem, a casa de madeira, apesar de ser de um tamanho normal por fora, nem pequena nem grande, por dentro ela era incrivelmente grande. Tão grande que eu tenho a impressão que até hoje não conheci todos os cômodos daquele lugar. Às vezes até fico pensando se os cômodos realmente ficavam parados no mesmo lugar. O que acontece é que na verdade tudo o que se queria encontrar simplesmente apareceia na sua frente. Se eu entrasse correndo pela porta da sala, apurada para ir ao banheiro, lá estava ele, bem de frente à porta de entrada, e se batesse aquela fome, lá estava a cozinha. Todos os cômodos de dentro da casa simplesmente estavam e não estavam lá, de acordo com a nossa vontade, o que tornava quase impossível se perder lá dentro, apesar do lugar parecer não ter fim. Ainda me lembro que achei um quartinho uma vez, no fundo de um porão, que eu nunca mais vi. Isso aconteceu no dia do mistério do sapatinho perdido.
vOcÊ é FoDa!
Sabe quando você passa realmente muito tempo sem ver uma pessoa que a dor da saudade até diminui e quase é possível viver bem? E aí você vem e estraga tudo de novo sendo uma pessoa maravilhosa e lembrando o porquê de sentir tanta saudade. E novamente aquele sentimento que estava quieto, adormecido, vem à tona de novo perturbar.
Você é foda! Sentir saudade é muito foda!
Você é foda! Sentir saudade é muito foda!
quarta-feira, maio 27, 2009
Igual a Você
Nenhum de Nós
Composição: Thedy Corrêa
Eu sei que nós dois éramos bons amigos
Você conhecia meus medos escondidos
Eu guardava segredos proibidos
Estávamos ligados, comprometidos
Algumas vezes menti pra te proteger
Você me fez fugir quando o melhor era mesmo correr
Eu fazia vc sorrir na hora exata de chorar
Você me ensinou a pedir quando eu insistia em mandar
Agora você tem novos amigos
Normal que um dia isso fosse acontecer
Só não me faça te odiar
Não me peça para esquecer
Não espere que eu seja igual a você
Igual a você
Algumas vezes menti pra te fazer correr
Você me fez fugir só pra me proteger
Eu fazia você sorrir quando insistia em mandar
Você me ensinou a pedir na hora exata de chorar
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