Se o nada nada contém, como pode o nada ser ainda maior que tudo? Não sinto nada, só sinto o nada. Nada é como antes, o antes já não existe e a existência já não é mais nada.
A procura me leva à ânsia. A ânsia sobe à minha boca sedenta de ter sede mais uma vez. Rumino os pensamentos já putrefactos dentro de minha alma. E a música permanece surda, sem rastros de uma possibilidade de acontecer. A confusão, a normalidade e a insanidade trocam as posições das peças do xadrez. E quem comanda o rei tem o poder que eu perdi.
Já não faço mais as regras e não quero mais jogar esse jogo. Eu perdi, fui vencida por mim mesma. Mais uma vez o infecto ser que parasita minha alma toma conta da minha vontade. E como as ondas de uma maré ruim, o ciclo se repete, mas um dia irá retornar para as profundezas de um oceano distante. E espero que permaneça distante por um tempo, quando isso acontecer.
O que me resta são essas miúdas linhas de palavras sem significado algum. Apenas um retorcer de emoções espalhadas pelo chão da virtualidade.
Jogos perdidos e jogos incabados, todos destruídos pelo furacão de nome desconhecido que arruinou a viga da maior mansão da cidade. Nada mais é seguro. Eu queria descontar tudo nessas teclas e me sentir melhor depois disso, mas não existem metáforas suficientes que possam me proteger do uma indiscrição qualquer. Eu sinto a dor e o vazio. O vazio ainda maior que a dor. A ausência do nada o torna ainda maior. O vácuo dentro do peito e ao mesmo tempo o ódio de mim mesma. A certeza da volatilidade dos acasos regem as conjecturas mais absurdas possíveis. E eu já não tenho mais o comando das minhas tropas.
Sinto as forças combatendo entre si e destruindo minha própria cidade, e por mais que eu grite para que parem, e veja o estrago que fazem, elas olham para mim com ar de despero e não conseguem parar. Apenas imploram com seus olhares chorosos para que o conflito cesse, sem com isso poder impedir a devastação que acontece. Todos choram, mas seus movomentos continuam impassíveis e marcham uns contra os outros e contra tudo que acham no caminho. Já foram-se as cores e o ar, resta-nos apenas um pouco de música, que já está sendo atacada. Não sei por quanto tempo ainda poderá resistir.
Já não resta mais nada.
Espero o tempo para que possa reestruturar minha cidade.
sábado, maio 29, 2010
domingo, maio 23, 2010
RaFtInG
E quando tudo paece perdido, surge uma esperança dentro do olhar de que eu menos esperava. E o brilho das águas geladas de uma corredeira no meio das montanhas traz novamente o ar par dentro dos pulmões apodrecidos de outrora. Não há medo, apenas a conteplação de um lugar especialmente lindo e cativasnte. Até para as piores mentes, nos piores dias de perdição, lá está o alívio de um mundo verdadeiramente puro e livre de todo o peso do capitalismo sufocante.
Apenas sentir o ar e a temperatura reabastecendo a vida esvaída dentro das lojas tecnológicas. Apenas um brilho, um suspiro e uma imagem inesquecíveis.
E tudo parece renovado agora, como as águas que lavavam o meu rosto há algumas horas atrás. Não sinto a alegria, mas existe o alívio e a certeza de ter presenciado algo único.
Apenas sentir o ar e a temperatura reabastecendo a vida esvaída dentro das lojas tecnológicas. Apenas um brilho, um suspiro e uma imagem inesquecíveis.
E tudo parece renovado agora, como as águas que lavavam o meu rosto há algumas horas atrás. Não sinto a alegria, mas existe o alívio e a certeza de ter presenciado algo único.
sexta-feira, maio 21, 2010
lEvIaNa
Tenho saudade de algo que nem sei bem o que é. Sinto saudade de um tempo, um sentimento, uma expressão que não tenho encontrado por aqui. Tenho saudades...
Mas a saudade não é tudo, há ainda algo que não consigo explicar. E mesmo quando tento organizar as palavras dentro da minha cabeça, em nenhuma língua consigo formar um significado ou algo coerente. Há pessoas que aceitam ou esperam por isso, eu apenas quero me livrar disso. Estou cansada e sem forças para sequer pensar a respeito. Já se foi toda a tinta que cobria as paredes desta casa. De tanto vento, fogo, frio e água, já se foi a alegria e a vivacidade das cores que outrora esbanjavam um algo significativo e esperançoso. Não há mais nada em quê acreditar nem mais músicas para ouvir. Tudo é um cheio de vazio inundado de insignificâncias e consumismo exacerbado. Não há mais porquês ou sorrisos, nem fé ou crianças para me atordoar. E tudo parece tão simples e complexo que sinto uma rajada de vento dentro da alma, que molha todos os pensamentos e os faz mofarem e racharem de tantas questões e perguntas não feitas. Não ao sentimento, e não também à insegurança do vazio. As letras circulam ao redor do meu mundo e as cores desbotaram de repente. As expressões e a vontade esvaíram-se na tentativa de sobreviver a qualquer custo e o custo foi alto demais.
O tempo escorreu cedo demais e tudo foi-se numa revoada negras de corvos por toda parte. Os gritos e gemidos, as vozes inaudíveis e as expressões cansadas e caladas de um mundo profano e inerte. A tecnologia e a mesquinhez por banalidades explodem no céu como fogos de artifícios negados por frivolidades. Não há um algo que iluminava aquilo que existia por dentro do vaso oco e rançoso envolto em pêlos que continha a vida larápia e sedenta de ilusões de outros tempos. Não há mais como compreender a inexistência desperta por trás de uma vivência morta, desacompanhada e cinza. Tudo gira e retorna ao início e o sentimento muda, apesar das palavras ainda permanecerem iguais. Os mesmos acordes por trás das montanhas de uma paisagem distante que parecia ser real no momento em que a luz ainda permanecia acesa, apesar da cálida dor da proximidade.
Uma cultura inorgânica de apetrechos, pinduricalhos e bichos macios que caem e fazem soar o tilintar de vozes e emoções. Existe uma saudade, uma vida, um algo.
Oculto e imperceptível, uma pedra renal que permanece durante todo o tempo de uma caminhada até a linha da vida. Chamas caladas na nevasca noturna sobre ares sufocantes, num lugar onde as chaves foram perdidas e os dados já não estão mais marcados. A surpresa e o domínio prevalecem sobre a mente insana num desvario de um suspiro contido num momento de prazer. O metálico apodrecido pela toxidade da pureza de uma flor caindo sobre as pedras afundadas no lodo.
E a pergunta sobre o porquê, o quê, como, onde, não será respondida por mim. Procure no fundo de uma piscina de significados o tesouro perdido por entre séculos de uma vida ainda não acabada por completo.
Mas a saudade não é tudo, há ainda algo que não consigo explicar. E mesmo quando tento organizar as palavras dentro da minha cabeça, em nenhuma língua consigo formar um significado ou algo coerente. Há pessoas que aceitam ou esperam por isso, eu apenas quero me livrar disso. Estou cansada e sem forças para sequer pensar a respeito. Já se foi toda a tinta que cobria as paredes desta casa. De tanto vento, fogo, frio e água, já se foi a alegria e a vivacidade das cores que outrora esbanjavam um algo significativo e esperançoso. Não há mais nada em quê acreditar nem mais músicas para ouvir. Tudo é um cheio de vazio inundado de insignificâncias e consumismo exacerbado. Não há mais porquês ou sorrisos, nem fé ou crianças para me atordoar. E tudo parece tão simples e complexo que sinto uma rajada de vento dentro da alma, que molha todos os pensamentos e os faz mofarem e racharem de tantas questões e perguntas não feitas. Não ao sentimento, e não também à insegurança do vazio. As letras circulam ao redor do meu mundo e as cores desbotaram de repente. As expressões e a vontade esvaíram-se na tentativa de sobreviver a qualquer custo e o custo foi alto demais.
O tempo escorreu cedo demais e tudo foi-se numa revoada negras de corvos por toda parte. Os gritos e gemidos, as vozes inaudíveis e as expressões cansadas e caladas de um mundo profano e inerte. A tecnologia e a mesquinhez por banalidades explodem no céu como fogos de artifícios negados por frivolidades. Não há um algo que iluminava aquilo que existia por dentro do vaso oco e rançoso envolto em pêlos que continha a vida larápia e sedenta de ilusões de outros tempos. Não há mais como compreender a inexistência desperta por trás de uma vivência morta, desacompanhada e cinza. Tudo gira e retorna ao início e o sentimento muda, apesar das palavras ainda permanecerem iguais. Os mesmos acordes por trás das montanhas de uma paisagem distante que parecia ser real no momento em que a luz ainda permanecia acesa, apesar da cálida dor da proximidade.
Uma cultura inorgânica de apetrechos, pinduricalhos e bichos macios que caem e fazem soar o tilintar de vozes e emoções. Existe uma saudade, uma vida, um algo.
Oculto e imperceptível, uma pedra renal que permanece durante todo o tempo de uma caminhada até a linha da vida. Chamas caladas na nevasca noturna sobre ares sufocantes, num lugar onde as chaves foram perdidas e os dados já não estão mais marcados. A surpresa e o domínio prevalecem sobre a mente insana num desvario de um suspiro contido num momento de prazer. O metálico apodrecido pela toxidade da pureza de uma flor caindo sobre as pedras afundadas no lodo.
E a pergunta sobre o porquê, o quê, como, onde, não será respondida por mim. Procure no fundo de uma piscina de significados o tesouro perdido por entre séculos de uma vida ainda não acabada por completo.
domingo, maio 16, 2010
lOsT
Viva la Vida - Coldplay
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oh, oh, oh, oh, oh
Hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oh, oh, oh, oh, oh
Hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
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