Pode-se discorrer milhares de quilômetros de páginas de verborréica sem ou com sentido. O sentido em que as palavras vão não é o mais importante. Elas se "esparramam pelo chão" como a batatinha. Como a batatinha se esparrama pelo chão?
Esparramar é um verbo engraçado.
Todos os verbos são engraçados. Indicam uma ação, mas não agem por si sós. Si ou Sol?
O Si é mais agudo que o Sol. Mas o Sol é muito mais quente e brilhante.
Que uso mais infantil da palavra!
A palavra não deveria ser usada de maneira tão medíocre. Mas a questão é que as palavras podem ser usadas por qualquer um. E isso acaba gerando essas frases ridículas.
Um ridicularismo inofensivo e banal, como essas palavras.
Muito provavelmente devido ao fato de que essas mesmas palavras advêm de uma mente infantil e banal, tal como o produto gerado a partir de umas idéias medíocres e umas palavras incoerentes.
Você foi mesmo um imbecil ao pensar que, de alguma forma misteriosa, ler essas linhas fosse lhe trazer algum tipo de benefício. Não passam de linhas e letras misturadas e esparramadas pelo chão.
sexta-feira, novembro 20, 2009
sábado, outubro 24, 2009
dÚvIdAs
Pensando às vezes me pergunto: como será?
Como vai ser daqui pra frente?
Penso "e se acontecer?" o que vai acontecer?
Se uma possibilidade torna-se realidade, como será?
Vai doer?
Espero que sim.
É pela dor que a maioria das coisas ficam marcadas.
E espero que marque profundamente, para eu nunca esquecer.
Como vai ser daqui pra frente?
Penso "e se acontecer?" o que vai acontecer?
Se uma possibilidade torna-se realidade, como será?
Vai doer?
Espero que sim.
É pela dor que a maioria das coisas ficam marcadas.
E espero que marque profundamente, para eu nunca esquecer.
segunda-feira, outubro 12, 2009
eNtEnDiMeNtO
Realmente gostaria de entender algumas coisas que giram ao redor da incoerência existencial que sou. E mais ainda, gostaria de compreender os aspectos peculiares que tornam essa mesma existência um tão sufocante e doloroso existente. Como pode o sorriso estar por trás da angústia e ao mesmo tempo ser sincero e verdadeiro. Qual é a razão de o que dizem passa a ser então mais real do que o que o levou a dizer? Não era real, mas ainda agora, porque dói? Quando tudo se esclarece e a sombra da dúvida já não existe, então o sentimento que deveria estar apagado perfura a superfície e vem a tona. E o que é necessário para recuperar a tranquilidade?
Será mesmo que a calmaria precede o tufão?
E como um filme em que a rainha resite à tentação do anel mais poderoso, trava-se uma luta sem vencedores nesse espaço ínfimo e infinito do ser.
Será mesmo que a calmaria precede o tufão?
E como um filme em que a rainha resite à tentação do anel mais poderoso, trava-se uma luta sem vencedores nesse espaço ínfimo e infinito do ser.
segunda-feira, setembro 21, 2009
DeNtRo De LáGrImAs
Por que será?
Vou pensar...
Sinto que é como sonhar...
Então o que resta é chorar.
E como será? O vento vai levar...
Como será? Pode o vento dizer?
Um século, um mês, três vidas e mais...
Por que será? Pode o vento levar?
Pode o vento levar.
Ó Vento, leva!
Diz mais, se a gente já não sabe mais.
Não tem que durar.
Leva, vento.
Como será?
Posso ouvir o vento passar.
Mas é curta a vida para ver.
Para ver?
Ver?
Um passo pra trás.
Por que será?
Não quero pensar!
Como pode alguém sonhar?
Pode alguém sonhar!
Não sei mais...
O vento leva...
É vontade de esquecer...
É vontade de vir e ver
E se chover demais?
Quem vai sorrir?
A chuva leva
O vento
A sorrir
De mim e sempre sem querer
Não sei
O tempo parar
por que será?
como será?
vou pensar...
claro como um trovão!
O que é impossível saber?
Eu vi!
Ó Vento, leva!
Vou pensar...
Sinto que é como sonhar...
Então o que resta é chorar.
E como será? O vento vai levar...
Como será? Pode o vento dizer?
Um século, um mês, três vidas e mais...
Por que será? Pode o vento levar?
Pode o vento levar.
Ó Vento, leva!
Diz mais, se a gente já não sabe mais.
Não tem que durar.
Leva, vento.
Como será?
Posso ouvir o vento passar.
Mas é curta a vida para ver.
Para ver?
Ver?
Um passo pra trás.
Por que será?
Não quero pensar!
Como pode alguém sonhar?
Pode alguém sonhar!
Não sei mais...
O vento leva...
É vontade de esquecer...
É vontade de vir e ver
E se chover demais?
Quem vai sorrir?
A chuva leva
O vento
A sorrir
De mim e sempre sem querer
Não sei
O tempo parar
por que será?
como será?
vou pensar...
claro como um trovão!
O que é impossível saber?
Eu vi!
Ó Vento, leva!
quarta-feira, agosto 12, 2009
pAuSa
Isso não é suficiente. Nada disso é suficiente. Uma música não faz as coisas melhorarem. Um abraço não faz as coisas melhorarem. Um filme não faz as coisas melhorarem. Uma pessoa não faz as coisas melhorarem.
Uma pausa. Uma pausa talvez faça.
A respiração, sentir o ar nos débeis pulmões e a dor que isso causa. Sentir o ar se esvair num solavanco com o escarro que sobe pela garganta. E o doce ruído da mosca elétrica dentro de uma caixa nos pés faz lembrar da solidão de uma alma putrefacta. E nem a mais cristalina voz é capaz de atenuar o pesar dessa vida que há muito só encontra satisfação em desejar inexistência do ser.
Uma pausa, só uma pausa, nada mais.
E todos os luminosos sonhos de uma existência fantástica, repleta de ilusões, desejos e alegrias, olvidar-se-ão.
Pausa.
Uma pausa. Uma pausa talvez faça.
A respiração, sentir o ar nos débeis pulmões e a dor que isso causa. Sentir o ar se esvair num solavanco com o escarro que sobe pela garganta. E o doce ruído da mosca elétrica dentro de uma caixa nos pés faz lembrar da solidão de uma alma putrefacta. E nem a mais cristalina voz é capaz de atenuar o pesar dessa vida que há muito só encontra satisfação em desejar inexistência do ser.
Uma pausa, só uma pausa, nada mais.
E todos os luminosos sonhos de uma existência fantástica, repleta de ilusões, desejos e alegrias, olvidar-se-ão.
Pausa.
quinta-feira, julho 23, 2009
o LuGaR oNdE eU pAsSaVa As MiNhAs FéRiAs
Não adianta mesmo, eu não vou conseguir explicar a você onde era exatamente o lugar onde eu passava as minhas férias. Mas era um lugar lindo, pelo menos a parte que eu me lembro. Era um lugar parecido com o que chama de fazenda. É bem verdade que aquele lugar parecia uma fazenda, chácara, sítio, ou qualquer lugar assim. A verdade é que eu nem sei a diferença que existe entre esses lugares. Mas para que fique um pouco mais fácil compreender, era um lugar bastante grande, afastado do que chamamos de "cidade" e praticamente cercado por mato por todos os lados. É uma péssima definição, mas se você me permitir continuar a minha história, talvez as imagens que vejo em minha cabeça possam também serem vistas em sua cabeça.
Tinha uma casa de madeira com varanda, como normalmente se tem em lugares assim. Posso dizer que não era uma casa muito grande, tampouco muito pequena. Logo que eu chegava, podia ver a varanda logo na entrada da casa. Essa varanda tinha três degraus para se chegar nela e era cercada por um parapeito de madeira onde eu costumava ficar sentada.
E como de costume, tinha um balanço também de madeira nessa varanda. Não era uma varanda muito grande, mas também não era muito pequena. Era uma boa varanda.
Sei que parece chavão mas, o lugar onde eu passava as minhas férias era um lugar encantador. Agora, pensando bem, a casa de madeira, apesar de ser de um tamanho normal por fora, nem pequena nem grande, por dentro ela era incrivelmente grande. Tão grande que eu tenho a impressão que até hoje não conheci todos os cômodos daquele lugar. Às vezes até fico pensando se os cômodos realmente ficavam parados no mesmo lugar. O que acontece é que na verdade tudo o que se queria encontrar simplesmente apareceia na sua frente. Se eu entrasse correndo pela porta da sala, apurada para ir ao banheiro, lá estava ele, bem de frente à porta de entrada, e se batesse aquela fome, lá estava a cozinha. Todos os cômodos de dentro da casa simplesmente estavam e não estavam lá, de acordo com a nossa vontade, o que tornava quase impossível se perder lá dentro, apesar do lugar parecer não ter fim. Ainda me lembro que achei um quartinho uma vez, no fundo de um porão, que eu nunca mais vi. Isso aconteceu no dia do mistério do sapatinho perdido.
Tinha uma casa de madeira com varanda, como normalmente se tem em lugares assim. Posso dizer que não era uma casa muito grande, tampouco muito pequena. Logo que eu chegava, podia ver a varanda logo na entrada da casa. Essa varanda tinha três degraus para se chegar nela e era cercada por um parapeito de madeira onde eu costumava ficar sentada.
E como de costume, tinha um balanço também de madeira nessa varanda. Não era uma varanda muito grande, mas também não era muito pequena. Era uma boa varanda.
Sei que parece chavão mas, o lugar onde eu passava as minhas férias era um lugar encantador. Agora, pensando bem, a casa de madeira, apesar de ser de um tamanho normal por fora, nem pequena nem grande, por dentro ela era incrivelmente grande. Tão grande que eu tenho a impressão que até hoje não conheci todos os cômodos daquele lugar. Às vezes até fico pensando se os cômodos realmente ficavam parados no mesmo lugar. O que acontece é que na verdade tudo o que se queria encontrar simplesmente apareceia na sua frente. Se eu entrasse correndo pela porta da sala, apurada para ir ao banheiro, lá estava ele, bem de frente à porta de entrada, e se batesse aquela fome, lá estava a cozinha. Todos os cômodos de dentro da casa simplesmente estavam e não estavam lá, de acordo com a nossa vontade, o que tornava quase impossível se perder lá dentro, apesar do lugar parecer não ter fim. Ainda me lembro que achei um quartinho uma vez, no fundo de um porão, que eu nunca mais vi. Isso aconteceu no dia do mistério do sapatinho perdido.
vOcÊ é FoDa!
Sabe quando você passa realmente muito tempo sem ver uma pessoa que a dor da saudade até diminui e quase é possível viver bem? E aí você vem e estraga tudo de novo sendo uma pessoa maravilhosa e lembrando o porquê de sentir tanta saudade. E novamente aquele sentimento que estava quieto, adormecido, vem à tona de novo perturbar.
Você é foda! Sentir saudade é muito foda!
Você é foda! Sentir saudade é muito foda!
quarta-feira, maio 27, 2009
Igual a Você
Nenhum de Nós
Composição: Thedy Corrêa
Eu sei que nós dois éramos bons amigos
Você conhecia meus medos escondidos
Eu guardava segredos proibidos
Estávamos ligados, comprometidos
Algumas vezes menti pra te proteger
Você me fez fugir quando o melhor era mesmo correr
Eu fazia vc sorrir na hora exata de chorar
Você me ensinou a pedir quando eu insistia em mandar
Agora você tem novos amigos
Normal que um dia isso fosse acontecer
Só não me faça te odiar
Não me peça para esquecer
Não espere que eu seja igual a você
Igual a você
Algumas vezes menti pra te fazer correr
Você me fez fugir só pra me proteger
Eu fazia você sorrir quando insistia em mandar
Você me ensinou a pedir na hora exata de chorar
terça-feira, abril 14, 2009
o MeNiNo De MaDeIrA
- Existia esse lugar lá no meio do nada, onde eu ia passar minhas férias, nem me lembro mais ao certo porquê eu ia lá, mas a verdade é que todo ano eu ia para aquele lugar. É impressionante como os anos parecem não passar quando se é criança. Eu já não me lembro quantas vezes eu fui e pensando bem...
- Espere um pouco! Não, não, não! Está tudo errado! Você não pode começar um livro contando essa história desse jeito! Você tem que se apresentar e contar o porquê de estar contando tudo isso.
- O porquê? Porque você me perguntou, oras!
- Não! Sim! Quer dizer... Você precisa contar a história desde o começo! Não pode simplesmente dar um começo para essa história? Sei lá, para que tudo faça sentido!
- Eu dei um começo! Você é que não gostou dele! Eu dizia que tinha esse lugar lá no meio do nada...
- Mas onde ficava esse lugar? Não pode ser mais específica?
- Escute! Eu não sei onde ficava! Eu era uma criança, está lembrado? Nunca fiz questão de saber onde ficava, apenas ia para lá nas férias.
- Mas espere, como você ia para lá? Alguém te levava? Você ia de carro? Como era esse lugar? Como esra a estrada que você percorria?
- Agora chega! Você deixar eu contar a história ou vai ficar se intrometendo na maneira como eu conto as coisas? Não, porque se você for ficar falando desse jeito é melhor fazermos uma entrevista. Você pergunta e eu respondo apenas.
- Não, acho que não. Uma entrevista não é algo muito interessante de ler. Começa a ficar cansativo e se for muito longa ninguém chega até o fim. Ficam pulando para as perguntas que querem saber e depois reclamam que a história está mal contada.
- Então não venha me culpar depois por esta história ficar mal contada, pois se você fica me interrompendo toda hora...
- Ok, então. Vou tentar me controlar. Mas vê se conta a história direito ou eu vou intervir!
- Como eu ia dizendo, existia esse lugar onde eu costumava passar minhas férias. Foi lá que eu conheci o "Menino de Madeira".
- Espere um pouco! Não, não, não! Está tudo errado! Você não pode começar um livro contando essa história desse jeito! Você tem que se apresentar e contar o porquê de estar contando tudo isso.
- O porquê? Porque você me perguntou, oras!
- Não! Sim! Quer dizer... Você precisa contar a história desde o começo! Não pode simplesmente dar um começo para essa história? Sei lá, para que tudo faça sentido!
- Eu dei um começo! Você é que não gostou dele! Eu dizia que tinha esse lugar lá no meio do nada...
- Mas onde ficava esse lugar? Não pode ser mais específica?
- Escute! Eu não sei onde ficava! Eu era uma criança, está lembrado? Nunca fiz questão de saber onde ficava, apenas ia para lá nas férias.
- Mas espere, como você ia para lá? Alguém te levava? Você ia de carro? Como era esse lugar? Como esra a estrada que você percorria?
- Agora chega! Você deixar eu contar a história ou vai ficar se intrometendo na maneira como eu conto as coisas? Não, porque se você for ficar falando desse jeito é melhor fazermos uma entrevista. Você pergunta e eu respondo apenas.
- Não, acho que não. Uma entrevista não é algo muito interessante de ler. Começa a ficar cansativo e se for muito longa ninguém chega até o fim. Ficam pulando para as perguntas que querem saber e depois reclamam que a história está mal contada.
- Então não venha me culpar depois por esta história ficar mal contada, pois se você fica me interrompendo toda hora...
- Ok, então. Vou tentar me controlar. Mas vê se conta a história direito ou eu vou intervir!
- Como eu ia dizendo, existia esse lugar onde eu costumava passar minhas férias. Foi lá que eu conheci o "Menino de Madeira".
quinta-feira, abril 09, 2009
dEsApOnTaDa
O que nos leva ao desapontamento? Por que as pessoas ficam desapontadas umas com as outras? Claro, alguém deve ter agido de uma maneira que você não esparava, mas... por que mesmo é que esperamos determinadas atitudes das pessoas? Por que essa "intuição" a respeito da atitude que uma outra pessoa, que não está na nossa cabeça e, portanto não sabe o que estamos pensando, tome? Eu não entendo esse sentimento. O que leva pessoas a criarem expectativas a respeito das coisas? Criar expectativa não parece uma boa coisa porque se acontece aquilo que você queria, não há surpresa e se não acontece...
Eu fico pensando quantas pessoas eu já desapontei? Quantas vezes eu já fiz isso? Algumas talvez propositadamente, mas outras nem tanto... E todas essas pessoas sentiram a mesma sensação de desapontamento que eu sinto?
Tem pessoas que deixam esse sentimento dominar a sua vida, como por exemplo aquela pessoa que ao se desapontar com uma atitude de alguém passa a julgá-la por apenas essa atitude. É tão interessante isso, porque na verdade esse sentimento não é algo compartilhado, ou seja, quem se desaponta o faz sozinho, não é culpa da outra pessoa.
Ninguém é obrigado a atender às expectativas de niguém, afinal nem tem como você saber ao certo o que cada um espera. Além de quê, há sempre o lívre arbítrio (eu odeio essa palavra, mas...) de você escolher aquilo que quer fazer. Não há uma regra que estabeleça que todos devam atender às expectativas de todos, mesmo porque isso seria uma bobeira.
Eu fico pensando quantas pessoas eu já desapontei? Quantas vezes eu já fiz isso? Algumas talvez propositadamente, mas outras nem tanto... E todas essas pessoas sentiram a mesma sensação de desapontamento que eu sinto?
Tem pessoas que deixam esse sentimento dominar a sua vida, como por exemplo aquela pessoa que ao se desapontar com uma atitude de alguém passa a julgá-la por apenas essa atitude. É tão interessante isso, porque na verdade esse sentimento não é algo compartilhado, ou seja, quem se desaponta o faz sozinho, não é culpa da outra pessoa.
Ninguém é obrigado a atender às expectativas de niguém, afinal nem tem como você saber ao certo o que cada um espera. Além de quê, há sempre o lívre arbítrio (eu odeio essa palavra, mas...) de você escolher aquilo que quer fazer. Não há uma regra que estabeleça que todos devam atender às expectativas de todos, mesmo porque isso seria uma bobeira.
sIgNiFiCaDo
Existem diversas formas de encarar a vida. Comumente as pessoas tentam dar significados para a sua existência, tentando achar a sua própria "razão de viver". Viver sem um objetivo em que se focar ou algo a que se apegar não raro leva pessoas à insanidade ou atos descabidos. A questão é, por que sente-se tal necessidade? Por que vivemos na eterna busca de querer saber "de onde viemos e para onde vamos"? O que nos leva a perguntar "quem somos?" ou "o quê somos?" realmente nos torna diferentes de alguma coisa em algum aspecto? Faz de "nós" seres "racionais" ou "superiores"?
As pessoas sonham e criam uma realidade em que a vida tem verdadeiramente um significado, como os diversos filmes e seriados que assistimos e livros que lemos. Sempre recriando um mundo onde cada pessoa está em busca de uma razão para viver ou um motivo, ou explicação para sua existência, sempre tentando responder às mesmas velhas questões. Seja numa história dramática onde o maior objetivo de alguém é lutar contra uma doença fatal ou ajudar uma pessoa, seja num romance onde o objetivo é encontrar alguém que possa dar singificado à sua existência ou seja numa história onde o ato heróico pode salvar uma pessoa ou o mundo inteiro. Há sempre a busca de dar significado à própria existência.
As coisas precisam ser explicadas, precisam ter um significado, seja qual for e, neste contexto, cabe aqui colocar que às vezes o significado encontrado é tão estúpido quanto a frase: "é dogma de fé", ou seja, "simplesmente é, se você for capaz de crer".
Não sou uma pessoa que costuma estudar filósofos ou tenta entender as coisas através dos pensamentos de outras pessoas, então, por mais estúpido que isso pareça para um intelectual qualquer que leia isso, a minha questão é: por que as pessoas se questionam a respeito da própria existência? Por que sempre querem dar um sentido ou significado para a sua existência? O que nos impele a pensar que o fato de existirmos tem uma explicação?
Não estou falando que não tem, a questão é o que nos leva a fazer essas perguntas? Por que continuamos passando de geração em geração a cultura do significado da existência humana?
As pessoas sonham e criam uma realidade em que a vida tem verdadeiramente um significado, como os diversos filmes e seriados que assistimos e livros que lemos. Sempre recriando um mundo onde cada pessoa está em busca de uma razão para viver ou um motivo, ou explicação para sua existência, sempre tentando responder às mesmas velhas questões. Seja numa história dramática onde o maior objetivo de alguém é lutar contra uma doença fatal ou ajudar uma pessoa, seja num romance onde o objetivo é encontrar alguém que possa dar singificado à sua existência ou seja numa história onde o ato heróico pode salvar uma pessoa ou o mundo inteiro. Há sempre a busca de dar significado à própria existência.
As coisas precisam ser explicadas, precisam ter um significado, seja qual for e, neste contexto, cabe aqui colocar que às vezes o significado encontrado é tão estúpido quanto a frase: "é dogma de fé", ou seja, "simplesmente é, se você for capaz de crer".
Não sou uma pessoa que costuma estudar filósofos ou tenta entender as coisas através dos pensamentos de outras pessoas, então, por mais estúpido que isso pareça para um intelectual qualquer que leia isso, a minha questão é: por que as pessoas se questionam a respeito da própria existência? Por que sempre querem dar um sentido ou significado para a sua existência? O que nos impele a pensar que o fato de existirmos tem uma explicação?
Não estou falando que não tem, a questão é o que nos leva a fazer essas perguntas? Por que continuamos passando de geração em geração a cultura do significado da existência humana?
quinta-feira, abril 02, 2009
dReAmS
Eu tive um sonho. Gostaria de saber como os sonhos acontecem. Sonhei que eu havia te encontrado. E nesse sonho, tive coragem de chamar o seu nome. Você se virou e, sem que eu dissesse uma palavra sequer, sabia o que eu queria ouvir. Você foi gentil, como sempre, e me falou como estava a sua vida. Você havia aprendido muitas coisas, feito alguns cursos, mas ainda se parecia com meu antigo amigo. Mas agora você já não era mais meu amigo, era uma pessoa diferente. Uma pessoa que finalmente conseguia fazer aquilo que queria. Você havia entendido que é capaz de fazer qualquer coisa. Não se dava mais desculpas para continuar sendo a mesma coisa que sempre foi e havia se tornado uma pessoa mais feliz e menos solitária. Você havia se tornado uma pessoa muito melhor sem mim. E eu fiquei feliz por você ser aquilo que desejou ser.
E por um momento tudo pareceu tão real que eu quase pude sentir como era estar com você, ainda que só por uns momentos. Apesar de triste, sua presença me fez feliz, só por um momento.
A vida continua, apesar de tudo que aconteceu, mas eu ainda não consigo entender porque você sempre volta, e volta de novo. Eu já te expulsei tantas vezes, te arranquei, coloquei outras pessoas no seu lugar, mas você insiste em voltar e voltar. Eu não entendo.
Por que você simplesmente não desaparece da minha vida? Seja com uma música, uma frase ou uma foto, você sempre está ali e acaba voltando novamente.
Gostaria de saber o que você tem sonhado ultimamente.
E por um momento tudo pareceu tão real que eu quase pude sentir como era estar com você, ainda que só por uns momentos. Apesar de triste, sua presença me fez feliz, só por um momento.
A vida continua, apesar de tudo que aconteceu, mas eu ainda não consigo entender porque você sempre volta, e volta de novo. Eu já te expulsei tantas vezes, te arranquei, coloquei outras pessoas no seu lugar, mas você insiste em voltar e voltar. Eu não entendo.
Por que você simplesmente não desaparece da minha vida? Seja com uma música, uma frase ou uma foto, você sempre está ali e acaba voltando novamente.
Gostaria de saber o que você tem sonhado ultimamente.
domingo, março 29, 2009
D
Eu sou uma idiota mesmo, eu sei.
Você jamais vai me perdoar, não é mesmo? Eu nem espero que isso aconteça.
Mesmo assim, ainda assim, eu quero que saiba que eu não me orgulho das coisas que eu fiz. E mesmo depois de todo esse tempo, ainda sinto e lamento. Não me arrependo da maioria das coisas que eu fiz, talvez não me arrependa de nada, mas lamento.
Eu não queria que isso tivesse acontecido conosco. E você é a coisa que mais pesa no meu coração. Nada mais eu lamento, ninguém mais.
Não queria sentir o que eu sinto. Eu me sinto culpada todas as vezes que lembro de você. Gostaria de não sentir mais isso.
Sei que é pedir demais, mas por favor, me diga que você me odiou, ou odeia, ou que não fez a mínima diferença para a sua vida. Ou diga que você sofreu tanto quanto eu, porque eu ainda sofro. Não sou uma pessoa que faz as coisas que deveria fazer, eu faço sempre tudo errado. E você sabe disso, porque você é a pessoa que melhor me conhece.
Por favor, diga qualquer coisa, porque eu não suporto mais o silêncio.
Eu perdi, você ganhou, eu não consigo ficar sem falar com você mesmo. E você sempre soube disso melhor que ninguém.
Você jamais vai me perdoar, não é mesmo? Eu nem espero que isso aconteça.
Mesmo assim, ainda assim, eu quero que saiba que eu não me orgulho das coisas que eu fiz. E mesmo depois de todo esse tempo, ainda sinto e lamento. Não me arrependo da maioria das coisas que eu fiz, talvez não me arrependa de nada, mas lamento.
Eu não queria que isso tivesse acontecido conosco. E você é a coisa que mais pesa no meu coração. Nada mais eu lamento, ninguém mais.
Não queria sentir o que eu sinto. Eu me sinto culpada todas as vezes que lembro de você. Gostaria de não sentir mais isso.
Sei que é pedir demais, mas por favor, me diga que você me odiou, ou odeia, ou que não fez a mínima diferença para a sua vida. Ou diga que você sofreu tanto quanto eu, porque eu ainda sofro. Não sou uma pessoa que faz as coisas que deveria fazer, eu faço sempre tudo errado. E você sabe disso, porque você é a pessoa que melhor me conhece.
Por favor, diga qualquer coisa, porque eu não suporto mais o silêncio.
Eu perdi, você ganhou, eu não consigo ficar sem falar com você mesmo. E você sempre soube disso melhor que ninguém.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
PeNsAmEnTo
Tantas coisas para fazer em tão pouco tempo. Não consigo parar de pensar, você consegue?
Nas coisas que tenho para fazer. E assim fico só pensando.
Às vezes pensar é tão ruim. Não quero pensar, não quero!
Mas... Não consigo.
Não quero pensar em você, nem no que significa para mim, mas não consigo.
Tenho muitas coisas para fazer, coisas para organizar, pensamentos para organizar, uma vida para organizar. Penso, mas não consigo ver o final, não consigo ver as conclusões.
São muitas coisas, tantas que penso que não vou conseguir pensar em tudo.
E essa música agora!
Ela me causa uma sensação estranha. Um algo doloroso, misturado com esperança. Um sofrimento reluzente. Logo começo a sofrer pelos pensamentos que tenho.
e novamente penso que tenho muitas coisas para fazer, não posso ficar só pensando.
Mas algo me impede, alguma coisa dentro da minha garganta.
Penso...
É tão doloroso...
Nas coisas que tenho para fazer. E assim fico só pensando.
Às vezes pensar é tão ruim. Não quero pensar, não quero!
Mas... Não consigo.
Não quero pensar em você, nem no que significa para mim, mas não consigo.
Tenho muitas coisas para fazer, coisas para organizar, pensamentos para organizar, uma vida para organizar. Penso, mas não consigo ver o final, não consigo ver as conclusões.
São muitas coisas, tantas que penso que não vou conseguir pensar em tudo.
E essa música agora!
Ela me causa uma sensação estranha. Um algo doloroso, misturado com esperança. Um sofrimento reluzente. Logo começo a sofrer pelos pensamentos que tenho.
e novamente penso que tenho muitas coisas para fazer, não posso ficar só pensando.
Mas algo me impede, alguma coisa dentro da minha garganta.
Penso...
É tão doloroso...
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
mEdO
Muitas coisas podem nos causar algum tipo de medo. É estranho sentir medo, ainda mais das coisas que não se deveria ter medo.
Ele sempre acaba nos confundindo e mudando nossos planos.
Às vezes ele nos ajuda a fazer as coisas da maneira correta. Mas é tão complicado saber qual é a maneira correta de fazer as coisas. Então as coisas apenas são feitas e passam a ser corretas depois de feitas.
Sempre tomamos a melhor decisão, porque jamais sabemos como seria se nossa decisão fosse outra. O que se pode fazer é imaginar. Tentar viver uma realidade que não é real.
Ilusão. E às vezes a ilusão é que nos faz viver.
E às vezes, saber que é ilusão é que nos faz ter medo.
É simples, temos medo de tudo. Talvez não agora, mas com certeza em algum outro momento isso já lhe causou algum sentimento de medo.
Dizem que ter coragem é justamente enfretar o medo. Ele não deixa de existir.
Mas seria tão bom se pudéssemos escolher o momento em que ele nos acompanha...
Não queremos sentir, mas sentimos. Sentimos medo do que não conhecemos, que algo que possa nos causar dor ou de alguma coisa que nos coloque numa situação complicada.
E o pior tipo de medo talvez seja de nós mesmos.
Ele sempre acaba nos confundindo e mudando nossos planos.
Às vezes ele nos ajuda a fazer as coisas da maneira correta. Mas é tão complicado saber qual é a maneira correta de fazer as coisas. Então as coisas apenas são feitas e passam a ser corretas depois de feitas.
Sempre tomamos a melhor decisão, porque jamais sabemos como seria se nossa decisão fosse outra. O que se pode fazer é imaginar. Tentar viver uma realidade que não é real.
Ilusão. E às vezes a ilusão é que nos faz viver.
E às vezes, saber que é ilusão é que nos faz ter medo.
É simples, temos medo de tudo. Talvez não agora, mas com certeza em algum outro momento isso já lhe causou algum sentimento de medo.
Dizem que ter coragem é justamente enfretar o medo. Ele não deixa de existir.
Mas seria tão bom se pudéssemos escolher o momento em que ele nos acompanha...
Não queremos sentir, mas sentimos. Sentimos medo do que não conhecemos, que algo que possa nos causar dor ou de alguma coisa que nos coloque numa situação complicada.
E o pior tipo de medo talvez seja de nós mesmos.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
AmIgAs
Eu simplesmente adoro minhas amigas, viu?
@*?!-se o foco do blog, minhas amigas são legais e ainda se não fossem minhas amigas, ainda assim seriam legais.
@*?!-se o foco do blog, minhas amigas são legais e ainda se não fossem minhas amigas, ainda assim seriam legais.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
sEnTiRãO
Todas as palavras escritas fazem parte das coisas que eu não consigo entender. E mais uma vez me encontro perdida em indagações, às quais não consigo responder. Não consigo responder ou determinar através de um único significado aquilo que se sente. Há um significado em sentir alguma coisa? O que significa sentir?
O que são os sentimentos? O que é essa vontade de ter experiências impossíveis? O que são essas lembranças de algo que não foi vivenciado?
Imaginar o que poderia acontecer e...
Imaginar...
Pode a imaginação ser dona dos sentimentos? Ou seria a causa? Por que não os fatos?
Por que ninguém me ouve? Ninguém vê, ninguém lê.
Não vale a pena escrever para o nada?
Mas você não escreve justamente porque sabe que ninguém lerá?
Por que então querer que leiam?
NÃO!
Não, não lerão.
Quem quer saber?
Quem se importa?
O que são os sentimentos? O que é essa vontade de ter experiências impossíveis? O que são essas lembranças de algo que não foi vivenciado?
Imaginar o que poderia acontecer e...
Imaginar...
Pode a imaginação ser dona dos sentimentos? Ou seria a causa? Por que não os fatos?
Por que ninguém me ouve? Ninguém vê, ninguém lê.
Não vale a pena escrever para o nada?
Mas você não escreve justamente porque sabe que ninguém lerá?
Por que então querer que leiam?
NÃO!
Não, não lerão.
Quem quer saber?
Quem se importa?
sexta-feira, janeiro 09, 2009
aMiGoS
É estranho pensar no que são realmente os amigos, por isso mesmo é que nem penso muito a respeito disso.
Apenas sinto.
Sinto uma saudade imensa de noites em claro jogando rpg. Saudades dos dias discutindo sobre cores e rapazes. Saudade de comer e beber no Pudim.
Saudade e.., ao mesmo tempo, alegria por ter vivido estes momentos.
Mas também sinto uma dor tremenda pelos dias ensolarados no parque que eu perdi.
Sinto pelas conversas que deixei de ter, sinto pelo que deixei de sentir.
Não é possível descrever como é um coração onde há um vazio.
Eu apenas sinto.
Mas não me sinto culpada. Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos. E o que certamente temos a capacidade de fazer é interferir nas vidas das pessoas, principalmente nas daquelas que nos são mais próximas.
Como é possivel ser feliz e se concentrar nas coisas que temos a fazer se existe uma pessoa capaz de golpear nossos sentimentos até que eles nos doam tanto, tanto, que não consigamos mais agir claramente ou equilibradamente?
A todos os seres é confiado o poder de cativar e ser cativado e é através desse poder que se pode estraçalhar os sentimentos das pessoas.
E pensando nos amigos, entendo finalmente o que aquele francês queria dizer.
Apenas sinto.
Sinto uma saudade imensa de noites em claro jogando rpg. Saudades dos dias discutindo sobre cores e rapazes. Saudade de comer e beber no Pudim.
Saudade e.., ao mesmo tempo, alegria por ter vivido estes momentos.
Mas também sinto uma dor tremenda pelos dias ensolarados no parque que eu perdi.
Sinto pelas conversas que deixei de ter, sinto pelo que deixei de sentir.
Não é possível descrever como é um coração onde há um vazio.
Eu apenas sinto.
Mas não me sinto culpada. Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos. E o que certamente temos a capacidade de fazer é interferir nas vidas das pessoas, principalmente nas daquelas que nos são mais próximas.
Como é possivel ser feliz e se concentrar nas coisas que temos a fazer se existe uma pessoa capaz de golpear nossos sentimentos até que eles nos doam tanto, tanto, que não consigamos mais agir claramente ou equilibradamente?
A todos os seres é confiado o poder de cativar e ser cativado e é através desse poder que se pode estraçalhar os sentimentos das pessoas.
E pensando nos amigos, entendo finalmente o que aquele francês queria dizer.
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