quinta-feira, julho 23, 2009

o LuGaR oNdE eU pAsSaVa As MiNhAs FéRiAs

Não adianta mesmo, eu não vou conseguir explicar a você onde era exatamente o lugar onde eu passava as minhas férias. Mas era um lugar lindo, pelo menos a parte que eu me lembro. Era um lugar parecido com o que chama de fazenda. É bem verdade que aquele lugar parecia uma fazenda, chácara, sítio, ou qualquer lugar assim. A verdade é que eu nem sei a diferença que existe entre esses lugares. Mas para que fique um pouco mais fácil compreender, era um lugar bastante grande, afastado do que chamamos de "cidade" e praticamente cercado por mato por todos os lados. É uma péssima definição, mas se você me permitir continuar a minha história, talvez as imagens que vejo em minha cabeça possam também serem vistas em sua cabeça.
Tinha uma casa de madeira com varanda, como normalmente se tem em lugares assim. Posso dizer que não era uma casa muito grande, tampouco muito pequena. Logo que eu chegava, podia ver a varanda logo na entrada da casa. Essa varanda tinha três degraus para se chegar nela e era cercada por um parapeito de madeira onde eu costumava ficar sentada.
E como de costume, tinha um balanço também de madeira nessa varanda. Não era uma varanda muito grande, mas também não era muito pequena. Era uma boa varanda.
Sei que parece chavão mas, o lugar onde eu passava as minhas férias era um lugar encantador. Agora, pensando bem, a casa de madeira, apesar de ser de um tamanho normal por fora, nem pequena nem grande, por dentro ela era incrivelmente grande. Tão grande que eu tenho a impressão que até hoje não conheci todos os cômodos daquele lugar. Às vezes até fico pensando se os cômodos realmente ficavam parados no mesmo lugar. O que acontece é que na verdade tudo o que se queria encontrar simplesmente apareceia na sua frente. Se eu entrasse correndo pela porta da sala, apurada para ir ao banheiro, lá estava ele, bem de frente à porta de entrada, e se batesse aquela fome, lá estava a cozinha. Todos os cômodos de dentro da casa simplesmente estavam e não estavam lá, de acordo com a nossa vontade, o que tornava quase impossível se perder lá dentro, apesar do lugar parecer não ter fim. Ainda me lembro que achei um quartinho uma vez, no fundo de um porão, que eu nunca mais vi. Isso aconteceu no dia do mistério do sapatinho perdido.

Sem comentários: