Isso não é suficiente. Nada disso é suficiente. Uma música não faz as coisas melhorarem. Um abraço não faz as coisas melhorarem. Um filme não faz as coisas melhorarem. Uma pessoa não faz as coisas melhorarem.
Uma pausa. Uma pausa talvez faça.
A respiração, sentir o ar nos débeis pulmões e a dor que isso causa. Sentir o ar se esvair num solavanco com o escarro que sobe pela garganta. E o doce ruído da mosca elétrica dentro de uma caixa nos pés faz lembrar da solidão de uma alma putrefacta. E nem a mais cristalina voz é capaz de atenuar o pesar dessa vida que há muito só encontra satisfação em desejar inexistência do ser.
Uma pausa, só uma pausa, nada mais.
E todos os luminosos sonhos de uma existência fantástica, repleta de ilusões, desejos e alegrias, olvidar-se-ão.
Pausa.