Depois da tempestade vem a calmaria? Não é isso que eu quero, não é isso que eu queria.
Uma calmaria qualquer já não faz a o ar menos seco e árido. Sinto falta da umidade dos tempos da adolescência, a doce inocência. O murmurar e o palpitar, o rubor das faces por mera fantasia. Agora o rubor fica por conta do pó colorido despejado sobre as maçãs secas.
Sinto saudade de algo que nunca tive. Sinto falta da ilusão, da fantasia, o irreal e intocável. Na escuridão dos pensamentos procuro um farol para me guiar, mas tudo o que encontro é a imensidão de sentimentos afogados no mar de incertezas. Grito por socorro, mas é um grito mudo, ninguém escuta. Não há quem possa me resgatar da deriva nesse sem fim de solidão.
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