As coisas vêm e vão numa velocidade incontrolável. Você pode acompanhar claramente a passagem delas, mas ainda assim não pode controlar a sua passagem. Tudo vem e vai e tudo muda. As pessoas mudam, os sentimentos mudam, as cidades mudam também.
E nessa dor e vontade de sorrir perde-se o significado de tudo. Tudo ou nada já não fazem mais a diferença, somente a vontade de sorrir persiste.
E quando você ver as gotas de saudade escorrendo pelo vidro da janela, novamente vem a vontade de sorrir. E tudo se esvai como uma gota de tinta lançada sobre a poça formada pela chuva.
E aquele sapato vem e pisa em tudo e espirra a água, tinta e lama no vestido novo. O preto e o branco se misturam, mas não formam o cinza. Formam o preto o e branco misturados. E quem não é capaz de enxergar jamais poderá ver as imagens formadas que se formam a partir das manchas deixadas pelo passado.
E a vontade permanece a mesma, ela volta como a maré que bate e escorre por entre as rochas. Rochas que se deformam ao capricho da espuma.
O sorriso não aparece, a vontande continua. E corrói.
Mata, destrói.
E ela encontra cada vez uma forma diferente de voltar e bater a porta para vender aquele produto barato que eu não quero mais comprar.
A esperança de um amanhã melhor sustenta a rocha que se engana a cada dia, achando que não foi moldada pela espuma de mais um dia.
E só quem sabe do que a rocha é feita é que pode entender porque ela se engana.
Mas ninguém quer saber. Só olham e vêem uma rocha e isso basta.
Como a as ondas são bonitas quando batem nas pedras!
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